A Câmara Municipal de Tomar promoveu, no dia 19 de outubro, uma reunião que juntou autarcas, deputados e o reitor da Universidade Politécnica de Tomar com o objetivo de traçar uma estratégia para o futuro da instituição. O encontro — segundo a informação municipal — representa o arranque de um ciclo de reuniões de trabalho que se prolongará nas próximas semanas e visa consolidar a relação da universidade com os concelhos do Médio Tejo e com o tecido económico local.
Actores e objectivos do encontro
Estiveram presentes, entre outros:
- Tiago Carrão — presidente da Câmara de Tomar;
- João Coroado — reitor da Universidade Politécnica de Tomar;
- Manuel Jorge Valamatos — presidente da Câmara de Abrantes e da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo;
- Hugo Costa e Ricardo Carlos — deputados eleitos pelo círculo de Santarém.
De acordo com a nota divulgada pelo município, os presentes sublinharam a importância do ensino superior para o desenvolvimento regional e defenderam que a continuidade e afirmação da universidade, que mantém escolas em Tomar e em Abrantes, deve ser encarada como uma responsabilidade partilhada entre entidades locais e regionais.
«O sucesso da Universidade Politécnica de Tomar é, em boa parte, o sucesso do nosso território e das nossas pessoas»
A citação do presidente da Câmara de Tomar foi incluída na comunicação oficial do município, que também refere a determinação dos participantes em trabalhar de forma conjunta para que a instituição se torne «cada vez mais, uma escolha para os estudantes». Não foram, contudo, anunciadas medidas concretas, investimentos específicos nem prazos para a implementação das ações a definir.
Linhas de trabalho e próximos passos
O encontro teve um carácter diagnóstico e preparatório, com a intenção de identificar linhas de trabalho para melhorar a afirmação da universidade e a sua articulação com as entidades regionais. A iniciativa abre um calendário de reuniões técnicas que terão continuidade nas semanas seguintes, segundo a mesma fonte.
Entre as prioridades apontadas estão o reforço das relações com os municípios do Médio Tejo e com o tecido económico, bem como estratégias para atrair estudantes e consolidar a oferta formativa nas sedes de Tomar e Abrantes. A comunicação municipal destaca a necessidade de «reforçar a ligação da instituição ao território», sem, contudo, detalhar instrumentos para o efeito.
Impacto local e horizonte político
Para Tomar, a permanência e o desenvolvimento da Universidade Politécnica constituem um factor com impacto direto na dinâmica demográfica, na oferta cultural e na economia local, através da criação de sinergias com empresas e projetos de inovação. A ausência de medidas concretas anunciadas nesta fase deixa, porém, em aberto a natureza e o calendário das intervenções necessárias para cumprir os objectivos enunciados.
Do ponto de vista político, a participação de deputados do círculo de Santarém indica que o dossier passará também pelo escrutínio parlamentar, podendo vir a implicar pedido de apoios ou medidas concertadas a nível central. A presença do presidente da CIM Médio Tejo sugere ainda a intenção de enquadrar a universidade numa estratégia intermunicipal mais ampla.
| Nome | Cargo |
|---|---|
| Tiago Carrão | Presidente da Câmara de Tomar |
| João Coroado | Reitor da Universidade Politécnica de Tomar |
| Manuel Jorge Valamatos | Presidente da Câmara de Abrantes / Presidente da CIM Médio Tejo |
| Hugo Costa | Deputado pelo círculo de Santarém |
| Ricardo Carlos | Deputado pelo círculo de Santarém |
Nos próximos dias, as equipas dos vários intervenientes deverão delinear propostas mais concretas e calendarizar ações de trabalho que permitam materializar a intenção comum de reforçar a presença e a atratividade da universidade na região. A evolução deste processo será acompanhada de perto pelos municípios do Médio Tejo e pela comunidade académica, que aguardam sinais claros sobre investimentos, programas e parcerias que sustentem a estratégia anunciada.
Esta iniciativa em Tomar sublinha a perceção partilhada entre autoridades locais e representantes do ensino superior de que a universidade é um recurso estratégico para a região. Resta agora transformar a vontade política em iniciativas concretas que assegurem a sustentabilidade e a relevância da instituição para os jovens e para a economia do Médio Tejo.