Decisão incomum após triunfo na Liga dos Campeões
O Borussia Dortmund venceu o Sabah por 2-1 na terceira jornada da fase regular da Liga dos Campeões e, logo depois do jogo disputado no Estádio Olímpico de Baku, optou por não utilizar os balneários do recinto. A comitiva alemã dirigiu‑se rapidamente para o hotel sem tomar banho, segundo relatos da imprensa internacional.
De acordo com o diário Bild, a proibição não foi uma decisão espontânea do plantel, mas sim uma ordem expressa: houve receio de que existisse legionella na rede de água do estádio. A situação surpreendeu tanto os locais como os adeptos, porque, no fim de contas, o jogo decorreu normalmente e os jogadores do Dortmund deixaram Baku sem recorrerem às instalações do próprio estádio.
Reacções oficiais da equipa
O treinador Niko Kovac explicou, sem apontar diretamente a causa química ou bacteriológica, que a ordem foi seguida e que a equipa regressou ao hotel imediatamente:
«Também não tomámos banho a seguir ao treino. E agora regressamos rapidamente ao hotel. Disseram‑nos que não devíamos tomar banho aqui»
O diretor desportivo Ole Book acrescentou uma observação sobre a preferência por outras instalações:
«Acho que os chuveiros no hotel eram um mais convidativos...»
Surpresa do adversário e perguntas sobre segurança
Os jogadores do Sabah, por seu turno, ficaram surpreendidos com a postura dos visitantes. Um dos atletas, o alemão Joy‑Lance Mickels, sublinhou que a sua equipa usou a mesma instalação na semana anterior, antes de um encontro com o Slavia Praga, e não notou qualquer problema:
«Não sei qual é o problema. Não quero insinuar nada sobre o Dortmund. Nós tomámos banho lá na semana passada antes do jogo com o Slavia Praga. Os chuveiros são impecáveis, nem sequer houve água fria»
Estas divergências de perceção colocam em evidência um ponto que interessa a gestores de pavilhões e instalações desportivas em Tomar: a existência de um receio — justificado ou não — pode levar a decisões imediatas com impacto logístico significativo para equipas profissionais e para a imagem das infraestruturas.
Implicações práticas e lições para Tomar
Embora o caso tenha ocorrido fora de Portugal, há três consequências práticas que merecem atenção local:
- A importância de manutenção regular e controlos da qualidade da água em instalações desportivas públicas e privadas;
- A necessidade de protocolos de emergência e comunicação transparente quando surjam suspeitas que possam afetar a saúde de atletas e utentes;
- A sensibilidade das equipas profissionais a relatórios de risco, que podem alterar calendários, logística e custos de viagem.
Em Tomar, a responsabilidade pela inspeção de redes de água em equipamentos desportivos envolve câmaras municipais, associações e entidades reguladoras. O episódio de Baku é um lembrete imediato para as administrações locais revisarem procedimentos e garantirem que há planos claros para responder a alegadas contaminações.
Quadro resumido do episódio
| Evento | Detalhe |
|---|---|
| Jogo | Sabah 1 - Borussia Dortmund 2 (Estádio Olímpico de Baku) |
| Medida tomada | Comitiva do Dortmund recusou usar os chuveiros do estádio e regressou ao hotel |
| Motivo alegado | Receio de existência de legionella na rede de água (relatos do Bild) |
| Reacções | Treinador e diretor do Dortmund confirmaram a medida; jogador do Sabah contestou problemas nas instalações |
O episódio não envolveu relatos públicos de problemas de saúde entre os jogadores, nem confirmações oficiais das autoridades de Baku sobre a presença de legionella. Ainda assim, a decisão do Dortmund ilustra como uma suspeita pode ter efeitos imediatos sobre a operação logística de equipas de elite e sobre a confiança nas infraestruturas desportivas.
Para as autoridades e responsáveis por equipamentos em Tomar, a recomendação implícita é simples: reforçar rotinas de controlo, actualizar planos de comunicação e assegurar registos que permitam explicar e remediar rapidamente qualquer anomalia detectada.