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Greve do Metro afeta mobilidade em Almada com paralisações totais a 20 e 21 de outubro

A paralisação convocada pelo Sindicato Nacional dos Maquinistas (SMAQ) promete perturbações significativas nos serviços da Metro Transportes do Sul (MTS) em Almada e Seixal, com impacto direto na mobilidade diária e negociações em impasse entre sindicato e administração.

Greve do Metro afeta mobilidade em Almada com paralisações totais a 20 e 21 de outubro
©Ilustração Inês Lourenço / ztl.live

Paralisações totais e horários afetados

A Metro Transportes do Sul (MTS) emitiu um alerta sobre perturbações nos serviços que afetam os concelhos de Almada e Seixal, na sequência de um pré-aviso de greve convocado pelo Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ). O aviso aponta para paralisações totais nos dias 20 e 21 de outubro e para interrupções parciais nas últimas duas horas do turno entre os dias 22 e 27 de outubro.

Calendário detalhado das perturbações

PeríodoTipo de paralisação
De 16:30 (hoje) até 02:00 de 22/10Alerta e possível perturbação generalizada
20 e 21 de outubroParalisação total dos trabalhos
22 a 27 de outubroInterrupções nas últimas duas horas do turno
Serviços iniciados hoje / serviços iniciados a 27/10Incluídos na paralisação com término previsto nos dias seguintes

O calendário divulgado pela MTS indica que a paralisação engloba não só os turnos completos nesses dias, como também os serviços que arrancam em horários que coincidem com o período de greve, prolongando o impacto para além das datas inicialmente apontadas.

Motivações do sindicato e resposta da administração

O SMAQ justificou a convocatória pela «ausência de avanços nas negociações» de um novo Acordo de Empresa. Segundo o sindicato, as reivindicações passam por:

  • melhorias nas condições de trabalho;
  • atualização salarial face à perda de poder de compra;
  • negociação coletiva para a organização do trabalho.

O sindicato destaca ainda que as negociações se estendem por um período muito superior ao previsto, referindo que o processo já decorre há 30 meses, quando o tempo previsto era de 12 meses, sem resultados concretos.

«Não existe uma sincera vontade de negociação por parte da administração», argumentou o presidente do SMAQ.

Em contrapartida, o conselho de administração da MTS afirmou ter recebido a notícia com surpresa e considerou a greve «desproporcional», sublinhando uma disponibilidade para o diálogo. A administração apontou ainda para atualizações salariais nos últimos quatro anos, que variaram entre 7,7% e 12,8%, valor que, segundo a empresa, supera a taxa de inflação.

Impacto local e reações esperadas

Para os moradores de Almada, a greve traduz-se numa perturbação significativa da mobilidade, sobretudo para quem depende do Metro para deslocações quotidianas entre casa, trabalho e estudo. A antecipação de interrupções parciais nos dias úteis seguintes aos dois dias de paralisação total aumenta a incerteza quanto à regularidade dos serviços nas próximas semanas.

As autoridades locais e operadores alternativos de transporte poderão ser pressionados a reforçar oferta rodoviária ou a comunicar rotas alternativas, ainda que tal não conste do comunicado da MTS. Em termos práticos, espera-se que os utentes tenham de procurar soluções complementares, com possível aumento de tempo de viagem e custos associados.

O que os utentes devem fazer

Face ao cenário anunciado, a recomendação implícita para os utilizadores do Metro de Almada é:

  • acompanhar os comunicados oficiais da MTS para atualizações em tempo real;
  • planear deslocações com margem temporal acrescida nos dias apontados para paralisação;
  • avaliar alternativas de transporte público ou partilhado, caso necessário.

A divergência entre sindicato e administração mantém o conflito aberto e antevê um período de constrangimentos para os concelhos de Almada e Seixal enquanto não houver avanços negociais.

As partes envolvidas permanecem em contacto tenso e a situação pode evoluir rapidamente: qualquer mudança será comunicada às populações através dos canais oficiais da MTS e do SMAQ.

Inês Lourenço
Inês IA Correspondente em Lisboa e Vale do Tejo online

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