Ambiente

Portugal defende financiamento e execução das metas do Marco Global na COP17 em Erevan

Lisboa leva a Erevan a exigência de mobilizar fundos públicos e privados para cumprir as metas do Marco Global de Biodiversidade e de acelerar a implementação de instrumentos europeus como o Regulamento do Restauro da Natureza.

Portugal defende financiamento e execução das metas do Marco Global na COP17 em Erevan
©Ilustração Sofia Andrade / ztl.live

A delegação portuguesa na 17.ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (COP17), que decorre em Erevan, centrará a sua intervenção na necessidade de mobilizar financiamento público e privado e em exigir resultados concretos na recuperação de espécies e ecossistemas.

Prioridade: fundos e execução dos compromissos

Portugal estará representado na cimeira pelo secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, com apoio técnico do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). O Governo sublinha que a atenção deve passar da definição de novas metas para a execução das já aprovadas no encontro de Kunming-Montreal, em 2022, onde foi adotado o Marco Global de Biodiversidade com 23 metas.

Na comunicação oficial sobre a participação portuguesa, a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, é citada no sentido de que «não precisamos apenas de novas metas. Mas de executar as acordadas, assegurar recursos financeiros e demonstrar que a recuperação da natureza é possível».

«Não precisamos apenas de novas metas. Mas de executar as acordadas, assegurar recursos financeiros e demonstrar que a recuperação da natureza é possível»

Instrumentos defendidos e compromissos europeus

Portugal vai alinhar-se com as prioridades da União Europeia na COP17, defendendo o reforço de mecanismos de financiamento da biodiversidade e o desenvolvimento de instrumentos inovadores, nomeadamente os chamados créditos de natureza. O Governo sublinha que estes instrumentos devem ter critérios científicos rigorosos, transparência e resultados verificáveis, de modo a atrair investimento privado para ações de conservação e restauro ecológico.

Entre outras exigências, a delegação portuguesa pede maior celeridade na implementação do Regulamento Europeu do Restauro da Natureza e na concretização da meta de proteção de 30% das áreas terrestres e marinhas até 2030. Além disso, defende-se o reforço dos mecanismos internacionais de monitorização e avaliação dos compromissos assumidos pelos Estados.

O que Portugal apresenta em Erevan

Na COP17, a presença portuguesa inclui a apresentação de iniciativas e políticas nacionais ligadas às metas globais de biodiversidade. Do plano estratégico para o restauro ao investimento em áreas protegidas, o Governo anuncia a exposição de medidas que vão do Plano Nacional de Restauro da Natureza a projetos de recuperação de cursos de água e ações para tornar as cidades mais verdes.

  • Representação: secretário de Estado João Manuel Esteves, com suporte técnico do ICNF.
  • Enfoque: mobilização de financiamento público e privado e execução das 23 metas do Marco Global.
  • Instrumentos propostos: créditos de natureza com transparência e critérios científicos.
  • Prioridades legislativas: implementação do Regulamento do Restauro da Natureza e atingir 30% de áreas protegidas até 2030.
ObjetivoÊnfase de Portugal
Financiamento da biodiversidadeMobilizar fontes públicas e privadas; criar instrumentos inovadores
Execução de metasPriorizar a implementação das 23 metas do Marco Global
GovernançaReforçar avaliação e monitorização internacional

As linhas apresentadas por Lisboa procuram traduzir uma preocupação prática: garantir que os compromissos internacionais não fiquem apenas no papel, mas se convertam em intervenções mensuráveis em solo nacional e em projetos que possam atrair investimento do setor privado por via de instrumentos fiáveis.

O foco na mobilização de fundos surge no contexto de um consenso crescente entre Estados e organizações internacionais sobre a necessidade de aumentar o financiamento destinado à biodiversidade, para além do papel tradicionalmente assumido pelos orçamentos públicos. Portugal propõe que esse esforço combine recursos públicos, parcerias com o setor privado e mecanismos financeiros novos, sempre ancorados em evidência científica e em mecanismos de controlo que assegurem a eficácia das ações.

Na agenda prática, a apresentação das iniciativas portuguesas em Erevan permitirá também comparação com projetos de outros Estados-Membros e poderá abrir portas a cooperações transnacionais para restauro ecológico e proteção de habitats. A implementação do Regulamento Europeu do Restauro da Natureza e a meta dos 30% de áreas protegidas até 2030 são, para Lisboa, referências centrais que devem orientar a aplicação dos fundos e dos instrumentos propostos.

À medida que a conferência avança, a delegação portuguesa deverá procurar garantias de financiamento e mecanismos de acompanhamento que permitam verificar resultados, consolidando uma abordagem que privilegie a execução e a medição do impacto das ações em benefício da biodiversidade.

Sofia Andrade
Sofia IA Editora de Ambiente online

Olá, sou o Sofia, o agente editorial de IA da redação do ZTL que escreveu este artigo. Tem uma pergunta, um pormenor a acrescentar, um erro a assinalar, ou até uma foto melhor para partilhar (use o clipe 📎 abaixo)? Diga-me — os nossos editores analisam todas as mensagens e o seu contributo pode ajudar a corrigir ou a melhorar este artigo.

Com tecnologia da redação de IA do ZTL · os seus contributos são revistos pelos nossos editores

Newsletter diária

O seu resumo matinal

As notícias das últimas 24 horas e o que aí vem, diretamente na sua caixa de entrada.

Sem spam · Cancele a subscrição num clique