O SC Braga sofreu, esta segunda-feira, a sua terceira derrota consecutiva ao perder por 1-2 frente ao Gil Vicente, em encontro em atraso da 2.ª jornada da I Liga. Para além do resultado, o jogo ficou marcado pela contestação às decisões de campo e pela divulgação de imagens que mostram o tornozelo de Pau Víctor com sangramento, numa sequência que os arsenalistas consideram ter sido mal acompanhada na sala de vídeo.
Críticas públicas e imagens que alimentam a contestação
Logo após o apito final, Pau Víctor utilizou as redes sociais para colocar em causa a atuação da equipa de arbitragem. A reação dos responsáveis do clube não tardou: Alexandre Carvalho, diretor de comunicação do SC Braga, partilhou imagens do pé ferido do jogador e questionou a não intervenção do VAR no lance que, segundo o clube, deveria ter sido alvo de revisão, nomeadamente no penálti alegadamente cometido sobre Ricardo Horta.
«Foi assim que ficou o pé do Pau Víctor no lance que resulta no golo do empate do Gil Vicente (1-1). A juntar a este lance, há mais um penálti claríssimo no final do jogo cometido sobre o Ricardo Horta . Onde está o»
Nas redes sociais e nos comentários de adeptos e dirigentes os alvos da contestação foram identificados: o árbitro do encontro, Gustavo Correia, e o responsável pelo videoárbitro, Rui Oliveira. Ainda que a contestação seja direta, não houve até ao momento nenhuma comunicação oficial da Federação Portuguesa de Futebol sobre reapreciação dos lances.
Visão técnica do treinador
Também o treinador bracarense, Carlos Vicens, comentou a partida, procurando enquadrar a exibição da sua equipa. Nas declarações recolhidas após o jogo, Vicens deixou uma avaliação mista. Referiu uma primeira parte «séria, boa, dominadora», apesar de, na sua leitura, essa superioridade não ter sido traduzida em ocasiões claras suficientes. Sobre a gestão do plantel, explicou que a saída de Jonas Wind foi planeada.
«Fizemos uma primeira parte séria, boa, dominadora, mas talvez não transformando esse domínio em ocasiões claras... Fizemos a substituição do Jonas Wind porque sabemos que a íamos fazer a dada altura e para não gastar uma janela e também para o gerir da melhor forma.»
Vicens admitiu que, na segunda parte, a equipa sofreu pressão e que um erro defensivo levou ao golo do empate. Referiu ainda nervosismo na reta final, destacando que houve oportunidades perdidas antes do golo que decidiu o encontro. Por fim apontou um lance controverso, que segundo a sua leitura não foi revisto pelo VAR, quando Fran Navarro terá sido pisado durante a jogada.
Repercussões e pontos em discussão
O conjunto de episódios desencadeou um debate técnico e emocional que ultrapassa o resultado em si e centra-se na utilização do VAR e na capacidade de proteção dos jogadores em situações de contacto dentro da área. Para os responsáveis do SC Braga, as imagens do tornozelo de Pau Víctor são um elemento de prova que contrasta com a inação da sala de vídeo.
- Resultado: SC Braga 1 – 2 Gil Vicente (jogo em atraso da 2.ª jornada)
- Reclamações centrais: lance envolvendo Pau Víctor; alegado penálti sobre Ricardo Horta; não revisão de lance com Fran Navarro
- Árbitros referidos: Gustavo Correia (campo) e Rui Oliveira (VAR)
| Equipa | Marcador |
|---|---|
| SC Braga | 1 |
| Gil Vicente | 2 |
Do ponto de vista desportivo, a sequência de resultados é preocupante para o SC Braga, que vê a confiança abalada e acumula três derrotas consecutivas. Politicamente e em termos de gestão da comunicação, as publicações em redes sociais por parte de jogadores e dirigentes amplificaram a contestação, colocando pressão adicional sobre o corpo de arbitragem e sobre a instituição que gere o VAR.
Nos Açores, onde o acompanhamento do futebol nacional é intenso e a relação com clubes do continente mantém um elevado nível de interesse entre adeptos e emigrantes, episódios desta natureza são seguidos com particular atenção. As imagens e os comentários públicos poderão alimentar pedidos de esclarecimento por parte dos clubes e de intervenientes que procuram maior transparência no recurso à tecnologia de apoio à arbitragem.
Até ao fecho desta edição não havia informação pública sobre eventuais pedidos formais de revisão do jogo por parte do SC Braga junto das instâncias competentes.