A Prefeitura de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, está na fase final de testes do novo sistema de monitoramento inteligente que promete ampliar a vigilância urbana e dar suporte às forças de segurança. Segundo a administração municipal, 185 novas câmeras já foram instaladas e passam por integração com os 80 equipamentos que já eram utilizados no monitoramento do trânsito.
Como funciona o novo sistema
O projeto reúne tecnologias de reconhecimento facial, leitura automática de placas (OCR) e análise inteligente de imagens. A previsão é que a estrutura entre em operação em novembro, com um Centro de Operações que integrará as ferramentas e facilitará a atuação conjunta das equipes municipais e das forças de segurança.
De acordo com a Prefeitura, os recursos tecnológicos terão aplicações variadas, entre elas:
- Identificação de pessoas procuradas pela Justiça e localização de desaparecidos, observando os protocolos legais;
- Leitura automática de placas para compor um "cerco eletrônico" na divisa de Nova Iguaçu com municípios vizinhos;
- Buscas por características específicas em imagens, como modelo de veículo ou roupa, para agilizar ações de prevenção e investigação.
“Estamos usando a tecnologia para fortalecer a segurança de Nova Iguaçu e dar mais condições de trabalho às nossas equipes. Com as câmeras inteligentes e o Centro de Operações vamos ampliar a capacidade de monitoramento da cidade e facilitar a integração entre as forças de segurança”, afirmou o prefeito Dudu Reina.
Onde as câmeras já estão instaladas
Nesta primeira etapa, as câmeras com reconhecimento facial foram posicionadas em pontos de grande circulação: nas estações ferroviárias do Centro, de Comendador Soares e de Austin, além do Calçadão de Nova Iguaçu. A Prefeitura informou que a cobertura será estendida gradualmente para outros locais com alta movimentação.
A leitura automática de placas já está operando durante a fase de preparação e teve pontos estratégicos instalados nos limites do município com Mesquita, Belford Roxo, Queimados, Seropédica e com a cidade do Rio de Janeiro. A intenção é identificar veículos que entram e saem do território municipal, produzindo dados que podem ser usados em investigações e ações preventivas.
Dados do sistema
| Item | Quantidade |
|---|---|
| Câmeras instaladas (nova fase) | 185 |
| Equipamentos já utilizados no trânsito | 80 |
| Total integrado | 265 |
Segundo o secretário municipal de Ordem Pública, Fernando Bastos, a integração entre os sistemas permitirá acelerar o fluxo de informações para as equipes de segurança. A administração municipal ressalta que todas as rotinas de identificação e busca deverão respeitar os protocolos legais aplicáveis.
Especialistas e entidades de defesa de direitos civis costumam lembrar que o uso de tecnologias de vigilância exige transparência sobre critérios de operação, armazenamento de dados, tempo de retenção e controle de acessos, além de garantias sobre o respeito às liberdades individuais. A Prefeitura não detalhou, até o momento, parâmetros públicos sobre esses pontos ou se haverá auditoria externa sobre o sistema.
Moradores de Nova Iguaçu acompanharão a chegada do Centro de Operações e a ampliação da rede de câmeras em novembro, quando a Prefeitura prevê o início do funcionamento pleno. Ao mesmo tempo, o tema deve provocar debates locais sobre segurança, privacidade e o papel da tecnologia na gestão urbana.