A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 50,3% dos votos válidos contra 49,7% do presidente Lula (PT), resultado que configura empate técnico a seis dias do segundo turno, em razão da margem de erro de dois pontos percentuais.
Principais números e evolução
No cenário estimulado — que considera o total dos entrevistados — Flávio soma 46,5% e Lula, 45,9%, uma diferença de 0,6 ponto percentual. Votos em branco, nulo ou nenhum totalizaram 4,7% e 2,9% dos entrevistados disseram não saber ou não responderam.
A sondagem mostra ainda uma redução na vantagem que o senador mantinha na rodada anterior: nos votos válidos, Flávio recuou de 52% para 50,3% e Lula subiu de 48% para 49,7%. No levantamento estimulado, o senador oscilou de 48% para 46,5% e o presidente de 45% para 45,9%.
| Indicador | Rodada atual | Rodada anterior |
|---|---|---|
| Votos válidos — Flávio | 50,3% | 52% |
| Votos válidos — Lula | 49,7% | 48% |
| Estimulado — Flávio | 46,5% | 48% |
| Estimulado — Lula | 45,9% | 45% |
| Branco, nulo, nenhum | 4,7% | 5% |
| Indecisos / não responderam | 2,9% | 2% |
Convicção do eleitorado e possibilidade de mudança
Segundo o levantamento, a maioria do eleitorado declara ter a escolha definida: 90,9% afirmaram que não pretendem mudar o voto até o dia da eleição. Ainda assim, 8,4% admitiram a possibilidade de alterar a opção até o domingo que vem, data do segundo turno.
O grau de convicção é similar entre as bancadas de apoio: entre os eleitores do senador, 94,5% dizem estar decididos; entre os de Lula, o índice é de 94%.
Motivações do voto
A pesquisa também mediu a razão principal da escolha dos entrevistados. Para 36,8% dos eleitores, Lula é o melhor candidato; Flávio recebeu essa avaliação de 33,5%. O voto voltado para impedir a vitória do adversário aparece com peso diferente nas duas bases: 9,8% dos entrevistados dizem escolher Flávio para evitar a eleição de Lula, enquanto 5,5% afirmam votar no petista para derrotar o senador.
- Entrevistas por telefone com 2.002 eleitores com 16 anos ou mais;
- Abrangência: as 27 unidades da Federação;
- Coleta: entre 16 e 18 de outubro;
- Nível de confiança: 95%; registro no TSE: BR-04499/2026.
Consequências políticas
Com o resultado dentro da margem de erro, a pesquisa reforça a natureza volátil do eleitorado nesta fase decisiva da campanha. A existência de uma parcela relevante de eleitores dispostos a rever a escolha — ainda que minoritária — mantém elevada a incerteza sobre o desfecho no dia 25 de outubro.
Além de confirmar a polarização estreita entre as candidaturas, os números indicam que estratégias de mobilização, operações de convencimento junto a indecisos e disputas retóricas nos meios de comunicação e redes sociais podem ter impacto direto no resultado final. A diferença pequena nos votos válidos também amplia a importância da logística de votação e da apuração nas unidades da Federação, especialmente em cenários de eleição apertada.
Analistas e partidos costumam considerar pesquisas com margem de erro compatível com a diferença registrada como indicativo de empate técnico. O recuo relativo do senador em relação à rodada anterior, e a leve elevação do presidente, podem motivar ajustes nas campanhas nos últimos dias úteis antes do segundo turno.
O levantamento BTG/Nexus é mais uma referência para acompanhar a tendência do eleitorado até a votação, sem, contudo, prever com certeza o resultado final, dado o eleitorado ainda parcialmente fluido e a proximidade do pleito.