A Biblioteca Municipal de Chaves serviu, na tarde de 16 de outubro, de palco para a apresentação de «A Armadilha da Casa Vermelha», o primeiro romance de Afonso Tomás Garcia, estudante flaviense de 17 anos e do 12.º ano do Agrupamento de Escolas Dr. Júlio Martins. A sessão reuniu membros da comunidade educativa, autarcas e professores, numa iniciativa que pretendeu valorizar a criação literária local e o envolvimento dos jovens nas artes.
Uma aposta da escola e da biblioteca no jovem talento
O lançamento ficou marcado pela intervenção de Catarina Santos Botelho, docente da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, que apresentou a obra e a visão do autor sobre o período histórico que serve de cenário ao romance. Estiveram presentes, entre outros, o presidente da Câmara Municipal de Chaves, Nuno Vaz, o presidente do Agrupamento de Escolas Dr. Júlio Martins, Gil Alvar, e a professora Olívia Dias.
Na sua intervenção, o autarca elogiou o percurso do jovem autor e a capacidade da comunidade educativa em fomentar talentos locais. «É absolutamente excecional poder estar hoje aqui com um jovem de 17 anos que demonstra uma maturidade tão notável», afirmou, sublinhando ainda «o papel fundamental da família e da escola na formação de cidadãos conscientes e comprometidos com o bem comum».
«É absolutamente excecional poder estar hoje aqui com um jovem de 17 anos que demonstra uma maturidade tão notável»
A sessão incluiu igualmente uma atuação musical a cargo de alunos da Academia de Artes de Chaves, reforçando o carácter integrado da iniciativa entre educação, cultura e criação jovem. A presença de dirigentes escolares e professores procurou também evidenciar o apoio institucional ao percurso do autor, que combina estudos com a escrita criativa.
Sobre o livro e o seu enquadramento
«A Armadilha da Casa Vermelha» é apresentado como um romance histórico ambientado no verão de 1876 e segue o protagonista Ega Cabral em torno de segredos e motivações de vingança. A obra cruza factos históricos, elementos de ficção e reflexões sobre a condição humana, apontamentos que, segundo a apresentação, revelam ambição narrativa e preocupação com a pesquisa do contexto histórico que sustenta a trama.
Para além da dimensão literária, o lançamento serviu de momento para colocar a Biblioteca Municipal como espaço de encontro entre gerações e de promoção de iniciativas culturais dirigidas a públicos diversos — alunos, professores, autarcas e cidadãos curiosos.
- Autor: Afonso Tomás Garcia, 17 anos, estudante do 12.º ano
- Obra: «A Armadilha da Casa Vermelha» (romance histórico)
- Local: Biblioteca Municipal de Chaves
- Data da apresentação: 16 de outubro
- Intervenções: Catarina Santos Botelho (apresentação), atuação da Academia de Artes de Chaves
| Elemento | Detalhe |
|---|---|
| Autor | Afonso Tomás Garcia |
| Idade | 17 anos |
| Escola | Agrupamento de Escolas Dr. Júlio Martins |
| Obra | «A Armadilha da Casa Vermelha» |
| Enquadramento temporal do romance | Verão de 1876 |
A iniciativa mereceu comentários elogiosos por parte da comunidade educativa presente, que enalteceu a conjugação entre esforço académico e expressão cultural. Para a Biblioteca Municipal, eventos deste tipo reforçam o papel do equipamento enquanto «espaço vivo» de cultura local, onde a promoção da leitura e do contacto entre autores e público se faz sentir de forma direta.
O lançamento de um autor tão jovem suscita também reflexões sobre as dinâmicas de apoio à criação nas escolas de Chaves e na região. O Agrupamento de Escolas Dr. Júlio Martins, representado pelo seu presidente, reafirmou o compromisso com a formação integral dos alunos — numa aposta que combina o ensino académico com actividades culturais e artísticas.
Do ponto de vista cultural, a obra de Afonso Tomás Garcia integra-se numa tradição local de promoção da leitura e de eventos públicos que valorizam a produção literária regional. A recepção na Biblioteca Municipal sinaliza, igualmente, o reconhecimento institucional de um percurso jovem que, não obstante a sua recente idade, já alcança visibilidade pública.
O evento terminou com uma ronda de cumprimentos e a oportunidade para o público adquirir exemplares e dialogar com a equipa educativa presente, num encontro que pretendeu celebrar a emergência de novos autores e fortalecer a ligação entre escola, família e comunidade cultural de Chaves.