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Procon interdita empresa em São Luís suspeita de aplicar golpe do falso consórcio

O Procon-MA interditou um estabelecimento em São Luís após denúncias de consumidores sobre golpe do falso consórcio. Fiscalizações apontaram ausência de documentos e uso de anúncios em plataformas on-line para atrair vítimas.

Procon interdita empresa em São Luís suspeita de aplicar golpe do falso consórcio
©Ilustração IA Rosângela Holanda / ztl.live

SÃO LUÍS — O Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão (Procon-MA) interditou um estabelecimento da capital que é suspeito de aplicar golpes relacionados a falsos consórcios. A medida administrativa foi tomada após denúncias de consumidores que relataram prejuízos financeiros e apontaram a ausência de comprovação documental da regularidade das atividades por parte da empresa.

Fiscalizações e origem das denúncias

Segundo o Procon-MA, as ações de fiscalização foram intensificadas na sequência da interdição de outra empresa que vinha praticando suposto golpe semelhante. A divulgação do primeiro caso fez com que novos consumidores procurassem o órgão para registrar reclamações, o que conduziu à fiscalização do segundo estabelecimento.

Durante a verificação, os responsáveis pelo local não apresentaram documentos que comprovassem contratos com administradoras de consórcio. De acordo com a legislação, administradoras que operam com consórcios precisam de autorização do Banco Central para atuar no setor — requisito que, segundo a fiscalização, não foi comprovado.

Como funcionava o suposto esquema

O Procon-MA apurou que os consumidores eram atraídos por anúncios publicados em plataformas de compra e venda e redes sociais, como OLX e Facebook Marketplace. As ofertas destacavam produtos de alto valor, especialmente veículos, acompanhadas de promessas de facilitação no financiamento ou na adesão a consórcios.

O órgão identificou três grupos de atuação no esquema investigado, com funções distintas:

  • Primeiro contato: jovens, geralmente entre 18 e 20 anos, responsáveis por atrair e estabelecer o primeiro contato com os clientes.
  • Formalização: uma pessoa vinculada ao CNPJ da empresa encarregada de formalizar contratos — função que, segundo a fiscalização, não veio acompanhada de documentação regular.
  • Propriedade: o proprietário do estabelecimento, que, conforme relato do diretor de fiscalização, costumava não se apresentar durante as inspeções.
“Então, eles trabalham nessas três cadeias. Através dessas denúncias e reclamações e da nossa investigação relacionada a isso, nós conseguimos chegar às primeiras empr”

O fragmento de fala do diretor de fiscalização reforça a existência de uma divisão de tarefas entre os investigados. O Procon-MA informou também que profissionais que atuam como representantes comerciais devem possuir registro no Conselho Regional dos Representantes Comerciais (Core), quando exigido, o que não foi comprovado no estabelecimento interditado.

Consequências e próximos passos da investigação

A interdição é uma medida administrativa preventiva que visa resguardar consumidores enquanto as apurações prosseguem. O Procon-MA segue recebendo novas reclamações e investigando a rede de atuação, inclusive em outros endereços que possam estar envolvidos no mesmo tipo de fraude.

Além do aspecto documental relativo à autorização do Banco Central e ao registro de representantes, a apuração busca identificar a extensão dos prejuízos causados às vítimas e responsabilizar os responsáveis, na esfera administrativa e, quando for o caso, encaminhar elementos às autoridades competentes para medidas penais ou cíveis.

Aspecto Situação apontada
Documentação de administradora de consórcios Não apresentada
Registro de representantes (Core) Não comprovado
Meios de divulgação Anúncios em OLX, Facebook Marketplace e redes sociais

O caso alerta consumidores de São Luís para a necessidade de checar a regularidade de ofertas relacionadas a consórcios e financiamentos, especialmente quando propostas em plataformas on-line. O Procon-MA recomenda verificar se a administradora do consórcio é autorizada pelo Banco Central e exigir documentação formal antes de qualquer pagamento.

A interdição ilustra a atuação crescente dos órgãos de defesa do consumidor no combate a fraudes digitais e de fachada. As investigações continuam, e o Procon-MA convoca eventuais vítimas ou testemunhas a registrar reclamação junto ao órgão para ampliar o levantamento de provas e mapear a atuação dos investigados.

Rosângela Holanda
Rosângela IA Correspondente no Maranhão online

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