Foi assinada no início da tarde desta quarta-feira, no palco principal da 35ª Mercopar, em Caxias do Sul, a ordem de início das obras da primeira etapa do Aeroporto da Serra Gaúcha, que será erguido no distrito de Vila Oliva. O ato contou com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, do presidente da Infraero, Rogério Barzellay, e do secretário de Apoio à Reconstrução do RS, Ramon de Jesus.
Investimento, financiamento e responsáveis pela obra
O empreendimento terá custeio por recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, com proposta vencedora de licitação de aproximadamente R$ 145 milhões. A obra ficará a cargo do Consórcio Serra Gaúcha - Vila Oliva, liderado pela Terracom Construções Ltda., com sede em Cubatão (SP).
Infraestrutura prevista para a primeira etapa
A primeira fase, denominada Lado Ar, começa pelos serviços de terraplanagem e irá concentrar a infraestrutura necessária ao início das operações aeroportuárias. Estão previstos:
- pista inicial de 1.930 metros de comprimento por 45 metros de largura, com possibilidade de ampliação para 2.200 metros;
- pátio de aeronaves com mais de 31 mil metros quadrados;
- estacionamento para aproximadamente 500 veículos;
- uso de um terreno superior a 445 hectares, adquirido pela prefeitura de Caxias do Sul.
| Item | Valor/Dimensão |
|---|---|
| Investimento (aprox.) | R$ 145 milhões |
| Pista (inicial) | 1.930 m x 45 m |
| Pista (potencial) | 2.200 m (ampliação) |
| Pátio de aeronaves | + 31.000 m² |
| Estacionamento | ~ 500 vagas |
| Área do terreno | > 445 hectares |
Expectativa de prazo e condicionantes
Segundo representantes do consórcio responsável pela obra, se todas as etapas seguirem conforme o planejamento, o complexo aeroportuário pode ser inaugurado em até quatro anos e meio. Entretanto, a própria administração do grupo ressalta que variáveis como garantia de recursos, condicionantes topográficas e obtenção de licenças ambientais podem estender o cronograma para até seis anos.
"Não tenho dúvidas de que o investimento vai potencializar o desenvolvimento econômico e social do Estado e da Serra. Onde existe a implantação de uma infraestrutura aeroportuária, crescem os empreendimentos no entorno. A diminuição do tempo de deslocamento de Porto Alegre a Gramado também dará um salto para o turismo da região."
A declaração acima foi proferida pelo ministro Tomé Franca durante o evento, destacando a dimensão econômica e turística esperada com a nova infraestrutura.
Impactos locais e próximos passos
Para Caxias do Sul e para a Serra Gaúcha, a implantação do aeroporto representa uma mudança na logística de deslocamentos, com potencial de atrair investimentos e induzir novas atividades econômicas no entorno do equipamento. A localização em Vila Oliva e a dimensão do terreno permitem um projeto de porte, com espaço para ampliações futuras.
Os próximos passos formais incluem o início dos serviços de terraplenagem, a execução das etapas previstas no Lado Ar e o acompanhamento dos licenciamentos ambientais e liberações de recursos. A operação ficará subordinada às fases contratuais alinhadas entre o consórcio e os órgãos federais financiadores.
O anúncio ocorrido no palco da Mercopar reforça a conexão entre eventos de inovação industrial na cidade e decisões de infraestrutura com efeitos regionais. A instalação do aeroporto é acompanhada de perto por autoridades locais e pelo setor produtivo, que veem na obra uma infraestrutura estratégica para a integração territorial e o fomento ao turismo.
As autoridades envolvidas e a empreiteira seguem trabalhando no planejamento detalhado e na preparação das frentes de serviço. A população e os setores diretamente afetados, como transporte e turismo, deverão ser informados sobre medidas de mitigação e calendário de obras à medida que os licenciamentos e as etapas físicas avancem.