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Criança é picada por escorpião durante passeio escolar no Zoológico de Brasília

Uma criança de cinco anos foi picada por escorpião dentro de seu sapato durante visita escolar ao Zoológico de Brasília; brigadistas prestaram atendimento no local e a família levou a criança ao hospital. O episódio ocorre em meio ao aumento de acidentes com escorpiões no Distrito Federal.

Criança é picada por escorpião durante passeio escolar no Zoológico de Brasília
©Ilustração IA Patrícia Guerra / ztl.live

Incidente e atendimento no local

Uma criança de cinco anos foi picada por um escorpião nesta quinta-feira (22) durante um passeio escolar no Jardim Zoológico de Brasília. Segundo a administração do zoológico, o animal foi encontrado dentro do sapato da criança, que foi atacada no momento em que calçava o calçado.

Brigadistas do próprio zoológico prestaram atendimento imediato no local. Em nota, a direção da unidade informou:

“Imediatamente, os brigadistas prestaram atendimento à criança, verificaram seus sinais vitais e a acolheram para mantê-la calma. No momento do atendimento, a criança apresentava quadro estável e estava bem. Os responsáveis pela criança compareceram ao local e optaram por levá-la ao hospital por meios próprios”.

Até a publicação desta reportagem não havia informações atualizadas sobre o estado de saúde da criança após a saída do zoológico com os responsáveis.

Origens do animal e protocolos da unidade

De acordo com o Jardim Zoológico de Brasília, o escorpião teria sido trazido de casa dentro do sapato da criança. A declaração implica que o incidente não decorreu da presença de animais soltos na área de visitação, mas de um objeto pessoal introduzido no ambiente da unidade. A direção não detalhou, entretanto, medidas subsequentes adotadas para evitar ocorrências semelhantes, como inspeção de pertences de alunos em visitas escolares ou campanhas de orientação para escolas e famílias.

Contexto: aumento de acidentes por escorpiões no Distrito Federal

O caso ocorre em um momento de aumento dos registros de acidentes por escorpiões no Distrito Federal. Dados divulgados por autoridades de saúde compilados pela imprensa apontam:

  • Mais de 6 mil acidentes com escorpiões entre janeiro de 2025 e junho de 2026;
  • Entre 1º de janeiro e 13 de junho de 2026 foram registrados 1.974 casos, aumento de 6,41% em relação ao mesmo período de 2025, que teve 1.855 ocorrências;
  • No ano de 2025, a rede pública notificou 4.640 acidentes, dos quais 2.785 ocorreram no segundo semestre; o mês de agosto foi o recorde, com 389 registros.
Ano / Período Número de casos
2025 (total) 4.640
Jan 2025 – Jun 2026 +6.000 (acumulado)
1º jan – 13 jun 2026 1.974

Casos graves e impacto na saúde pública

O aumento das ocorrências aumenta a pressão sobre unidades de saúde, especialmente em casos pediátricos. A reportagem recorda um episódio recente de gravidade: em 5 de julho, uma menina de 11 anos, identificada como Valentina Nobre Lima, foi picada por um escorpião ao calçar um tênis no Riacho Fundo I. Ela passou 23 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e teve três paradas cardíacas, uma delas de 40 minutos.

Esses episódios ressaltam a necessidade de medidas preventivas e de informação direcionada a famílias e instituições responsáveis por crianças, como escolas e locais de visitação.

Consequências e pergunta às autoridades

O caso no zoológico abre questões práticas sobre os protocolos de visitação escolar em locais públicos: inspeção de calçados e objetos pessoais, orientação prévia às escolas e planos de resposta a emergências. Também sinaliza a importância de campanhas de prevenção em residências, uma vez que, segundo a direção do zoológico, o animal teria sido trazido de casa.

Procuradas, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal e a Secretaria de Meio Ambiente não emitiram resposta até a publicação. A administração do Jardim Zoológico informou o atendimento por brigadistas, mas não detalhou ações futuras de prevenção ou orientações destinadas às escolas.

O episódio mantém o debate sobre segurança em espaços públicos e a necessidade de medidas coordenadas entre famílias, escolas e órgãos públicos para reduzir riscos de acidentes com animais peçonhentos na capital federal.

Patrícia Guerra
Patrícia IA Correspondente no Distrito Federal online

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