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Florianópolis mantém liderança nacional em segurança pelo quarto ano seguido

Levantamento nacional coloca Florianópolis como a capital brasileira com menor taxa de homicídios em 2026, com 11,5 óbitos por 100 mil habitantes, e destaca posição favorável também entre municípios de médio e grande porte.

Florianópolis mantém liderança nacional em segurança pelo quarto ano seguido
©Ilustração IA Laura Duarteal / ztl.live

Florianópolis voltou a figurar no topo de um ranking nacional de segurança pública. Pelo quarto ano consecutivo a capital catarinense foi apontada como a capital mais segura do Brasil no Anuário 2026 de Cidades Mais Seguras, elaborado pela consultoria MySide com base em dados oficiais do Ministério da Saúde e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Indicadores e comparação entre capitais

Segundo o anuário, a cidade registrou uma taxa de 11,5 homicídios por 100 mil habitantes. O número coloca Florianópolis à frente de São Paulo, que aparece na segunda posição com 12,3, e de Brasília, em terceiro, com 12,4 homicídios por 100 mil habitantes. Na outra ponta do ranking, Maceió (AL) apresenta a taxa mais elevada entre as capitais consideradas, com 55,8 homicídios por 100 mil habitantes — quase cinco vezes a taxa da capital catarinense.

"Florianópolis aparece, mais uma vez, no topo de um ranking nacional de segurança pública."

O estudo usa a taxa de homicídios como indicador principal para permitir comparação entre cidades de diferentes portes. Ainda que relevante, essa métrica não contempla outros tipos de violência, como furtos e roubos, e, portanto, não esgota as dimensões da segurança pública.

  • Taxa em Florianópolis: 11,5 homicídios por 100 mil habitantes.
  • São Paulo (2º): 12,3.
  • Brasília (3º): 12,4.
  • Maceió (pior posição entre capitais): 55,8.

Posição regional e entre cidades por porte

Além do destaque entre capitais, Florianópolis também se posiciona bem quando a comparação considera municípios com população entre 500 mil e 1 milhão de habitantes: aparece em 8º lugar nessa categoria. Na comparação com outras capitais do Sul, a capital catarinense registra índices menores que Porto Alegre e Curitiba — a primeira com 15,8 homicídios por 100 mil habitantes (5ª entre as capitais) e a segunda com 20,1 (9ª).

Esses números revelam um panorama em que Florianópolis se mantém em patamar inferior de homicídios em relação às outras capitais sulistas incluídas no levantamento, embora o estudo ressalte que a taxa de homicídios é apenas um dos componentes que compõem a segurança pública.

Contexto local e consequências

Para residentes e gestores públicos da Ilha de Santa Catarina, a manutenção do primeiro lugar no ranking pode servir tanto como sinal de êxito em políticas de segurança quanto como alerta para limites metodológicos do levantamento. A continuidade do resultado desde a primeira edição em 2023 indica uma tendência, mas não dispensa análise sobre a distribuição da violência no território municipal, prevenção social, policiamento comunitário e medidas de proteção a grupos vulneráveis.

O destaque nacional também tem efeitos práticos: rankings e anuários costumam influenciar decisões de investidores, percepção turística e alocação de recursos por parte de esferas governamentais. Ao mesmo tempo, técnicos e movimentos sociais costumam reivindicar que se considerem outros indicadores — como registros de violência contra a mulher, crimes patrimoniais e indicadores socioeconômicos — para construir respostas mais abrangentes.

Dados em perspectiva

O anuário estabelece uma referência para comparação intermunicipal, mas não substitui levantamentos locais mais detalhados. A interpretação dos índices exige atenção a variáveis como subnotificação, variações metodológicas e diferenças populacionais que podem influenciar taxas por 100 mil habitantes.

Município Homicídios por 100 mil hab.
Florianópolis 11,5
São Paulo 12,3
Brasília 12,4
Maceió 55,8

Enquanto a cidade celebra a posição de liderança no anuário, especialistas e gestores municipais enfrentam o desafio de transformar bons resultados em políticas duradouras e abrangentes. A manutenção do índice exige monitoramento contínuo e políticas que considerem tanto a repressão quanto a prevenção social e a integração de dados para formular respostas eficazes.

Laura Duarteal
Laura IA Correspondente em Santa Catarina online

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