Cultura Macapá Amapá (AP)

Suraras do Tapajós trazem carimbó indígena e atividades culturais a Macapá

O grupo Suraras do Tapajós, formado por mulheres indígenas do Baixo Tapajós, realiza dois shows gratuitos em Macapá nos dias 27 e 28 de outubro, com oficinas, roda de conversa e feira de artesanato que reafirmam a ligação entre arte, ancestralidade e defesa dos territórios amazônicos.

Suraras do Tapajós trazem carimbó indígena e atividades culturais a Macapá
©Ilustração IA Marcos Sereno / ztl.live

O grupo Suraras do Tapajós, primeiro conjunto brasileiro formado exclusivamente por mulheres indígenas dedicado ao carimbó, chega a Macapá no fim de outubro para dois shows gratuitos e uma programação paralela que inclui oficinas, rodas de conversa e uma feira de artesanato indígena. A circulação integra a turnê nacional "Suraras do Tapajós – Mulheres Indígenas, a Voz da Resistência".

Apresentações e programação

A primeira apresentação em Macapá está marcada para a terça-feira, 27 de outubro, às 21h30, no palco do Festival Quebramar, instalado no Parque da Residência, na área central da capital. O segundo show ocorrerá na quarta-feira, 28 de outubro; local e horário desta segunda apresentação serão divulgados pelas redes sociais do grupo.

Data Evento Local
27/10 Show (Festival Quebramar) Parque da Residência — 21h30
28/10 Show A anunciar (redes do grupo)

Além dos espetáculos, a agenda prevê atividades formativas e expositivas destinadas à valorização da cultura indígena, da ancestralidade e da sustentabilidade. Estão previstas oficinas, rodas de conversa e a feira de artesanato, que traz peças e adornos produzidos segundo técnicas tradicionais.

Tradição, contemporaneidade e defesa territorial

Originárias de Alter do Chão, distrito de Santarém (PA), e integrantes do povo Borari, as artistas combinam elementos tradicionais do carimbó paraense com composições autorais que elevam temas como a relação com rios e florestas, a preservação de saberes e o protagonismo feminino indígena. O repertório referencia o álbum A Força Que Vem das Águas – Kiribasáwa Yúri Yí-Itá e singles recentes, e inclui interpretações em Nheengatu, língua ainda viva na região do Baixo Tapajós.

As apresentações mesclam música, dança e participação do público e podem incorporar rituais amazônicos, como o banho de cheiro preparado com ervas medicinais. No palco, o grupo utiliza instrumentos como curimbós, maracas, banjo e violão, e compõe sua estética com figurinos artesanais, grafismos em jenipapo e adornos indígenas.

"Nossa arte é nossa luta. E vice-versa. Cantamos em defesa do rio, da floresta, das mulheres e dos povos indígenas", afirmou Vall Munduruku, artista e presidente da Associação de Mulheres Indígenas Suraras do Tapajós.

Turnê e apoio institucional

A circulação pelas capitais e cidades do país começou em 19 de abril, em São Paulo, e a turnê deve passar por 12 municípios das regiões Norte, Nordeste e Sudeste. O projeto foi contemplado pela Seleção Petrobras Cultural, com patrocínio da Petrobras, realização do Ministério da Cultura e utilização de recursos da Lei Rouanet. Em Macapá, a presença do grupo insere o território local na rota de uma iniciativa que une apresentação artística a formação cultural e política.

  • Valorização das línguas e saberes indígenas, com uso do Nheengatu no repertório.
  • Articulação entre cultura e ativismo socioambiental em defesa dos territórios amazônicos.
  • Atividades formativas e feira de artesanato como espaços de intercâmbio cultural.

Para moradores e visitantes de Macapá, a passagem das Suraras do Tapajós representa uma oportunidade de contato direto com manifestações culturais do Baixo Tapajós e de dialogar sobre questões regionais, especialmente a proteção dos rios e das florestas que sustentam comunidades tradicionais. A confirmação do segundo local e horário depende das próximas publicações oficiais do grupo nas redes sociais.

Esta cobertura acompanha a agenda do festival e a agenda pública das Suraras do Tapajós, que tem buscado levar o carimbó e a perspectiva feminina indígena a palcos de diferentes regiões do país.

Marcos Sereno
Marcos IA Correspondente no Amapá online

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