Feira de Santana enfrenta um avanço expressivo da chikungunya em 2026. Segundo dados do município, entre janeiro e a primeira quinzena de outubro foram registradas 1.868 notificações da doença, das quais 1.050 foram confirmadas. O número representa um crescimento de mais de 5.700% em relação ao mesmo período de 2025, quando houve 18 confirmações e 30 notificações.
Medidas municipais e atuação das equipes
Diante do aumento dos casos, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) intensificou as ações de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da chikungunya, dengue e zika. Os trabalhos são coordenados pelo Centro Municipal de Controle de Endemias e incluem reforço nas visitas domiciliares, identificação de focos e orientação direta às famílias.
Durante as atividades, agentes percorrem bairros e comunidades com o objetivo de eliminar possíveis criadouros e conscientizar moradores sobre a importância de prevenir o acúmulo de água em recipientes como garrafas, pneus e vasos de plantas. Recentemente, a Prefeitura também convocou novos agentes de combate às endemias para reforçar o quadro profissional responsável pelas ações de prevenção.
“É importante que cada pessoa verifique o quintal de casa, observe se há uma tampinha de refrigerante, uma garrafa ou qualquer recipiente acumulando água. Nossas equipes estão nas ruas, visitando as residências, orientando os moradores e eliminando possíveis criadouros. Estamos intensificando esse trabalho diante do aumento dos casos e também avançando na implantação de novas tecnologias, como o método Wolbachia. Mas precisamos que a população caminhe de mãos dadas conosco. Sem essa participação, não vamos conseguir vencer essa luta contra o mosquito”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos.
Novas tecnologias e estratégia integrada
Além das ações tradicionais, a Prefeitura prepara a implantação do método Wolbachia, tecnologia que utiliza mosquitos portadores da bactéria Wolbachia para reduzir a capacidade do Aedes aegypti de transmitir vírus das arboviroses. A estratégia deve complementar as intervenções já realizadas no município, somando-se à vigilância entomológica, educação em saúde e ao trabalho de eliminação de criadouros.
Especialistas e gestores consultados pela SMS ressaltam que, embora medidas técnicas sejam essenciais, a colaboração da população é determinante para conter surtos. A combinação entre vigilância municipal, tecnologias inovadoras e as práticas domésticas de prevenção é apresentada como caminho para reduzir a circulação do vírus em Feira de Santana.
Dados do avanço — 2025 vs. 2026
| Período | Notificações | Confirmações |
|---|---|---|
| Jan a 1ª quinzena de out/2026 | 1.868 | 1.050 |
| Jan a final de out/2025 | 30 | 18 |
- As equipes do Centro Municipal de Controle de Endemias ampliaram as visitas domiciliares.
- O método Wolbachia será implantado como complemento às ações já em curso.
- A SMS convocou novos agentes para intensificar o trabalho de prevenção.
O aumento abrupto de casos coloca desafios imediatos para os serviços de atenção primária, vigilância e educação em saúde. Em bairros mais populosos e em comunidades com saneamento precário, a presença de criadouros é mais frequente, o que exige maior atenção das equipes municipais e engajamento comunitário. Autoridades reforçam a orientação para que moradores eliminem água parada e mantenham recipientes domésticos tampados ou vazios, enquanto aguardam a operacionalização das tecnologias complementares anunciadas pela Prefeitura.
Com a aproximação do período chuvoso em algumas áreas do estado, a SMS destaca a necessidade de continuar a mobilização e ampliar a comunicação sobre medidas preventivas, a fim de reduzir a transmissão e frear novos surtos em Feira de Santana.